Blog do Kramer
Música, cinema, literatura, comportamento e afins.

Papillon

Papillon

Papillon

Direção: Franklin J. Schaffner

Principais atores: Steve McQueen e Dustin Hoffman

Adaptação do livro autobiográfico de Henri Charrière.

Ano de lançamento: 1973

Aviso: Este artigo contém revelações sobre o enredo (spoilers).

Papillon conta a história de um homem injustamente condenado a prisão perpétua, preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

McQueen e Hoffman

O filme passa-se nos anos 1930, contando a fascinante história verídica de Henri Charrière, interpretado por Steve McQueen, um homem conhecido por Papillon por ter tatuada no peito uma grande borboleta (papillon em francês).

Pelas regras da prisão, qualquer tentativa de fuga é punida com dois anos de permanência na solitária, passando a cinco anos se houver reincidência. Porém nada intimida Papillon, que planeja fugir. Na prisão conhece Louis Dega, interpretado magnificamente por Dustin Hoffman, um famoso falsário de quem se torna amigo. Dega estabelece um acordo com Papillon: ajudá-lo nas tentativas de fuga em troca de proteção. Papillon não perde tempo a planejar fugas, muitas das quais falham. Em uma delas – que dá origem a uma das melhores sequências do filme – consegue chegar juntamente com Dega a uma colônia de hansenianos (leprosos) e depois a uma tribo de índios caribenhos. A fuga não é bem sucedida e Papillon é reenviado para a prisão francesa. Como castigo, é transferido para a invencível Ilha do Diabo, prisão de onde nunca ninguém tinha conseguido escapar.

Henri Charrière

Para mim, sem dúvida é um dos melhores e mais comoventes filmes sobre fugas ou sobre prisões, a dupla McQueen e Hoffman está simplesmente esplêndida, suas interpretações (em atos, expressões, vestimentas) retratam com muita realidade as aventuras e sofrimento dos condenados.

Outra versão de capa

O filme foi indicado para o Oscar de Melhor trilha sonora, e para o Globo de Ouro de Melhor Ator Dramático, pela interpretação de Steve McQueen.

Henri Charriere, autor do livro homônimo que deu origem ao filme, foi um dos poucos prisioneiros que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, onde os presos pagavam seus crimes sofrendo degradações e brutalidades.

Hoffman e McQueen

Condenado na França em 1921 por um roubo que nem chegou a ser consumado, René chegou a colônia penal em 1923, quando empreende  uma das fugas mais espetaculares da história. Sua obra, lançada em 1937, escandalizou a França e fez com que o governo daquele país parasse de enviar prisioneiros para a colônia, culminando com o fechamento do presídio em 1953.

O livro

Charrière também escreveu “ Banco”, que é uma continuação do livro Papillon, onde conta o que lhe sucedeu depois de fugir da prisão.

Vale ressaltar também que existe em andamento uma pesquisa feita pelo fotojornalista Platão Arantes, no qual diz que na verdade Papillon foi outra pessoa, chamada René Belbenoit, que está sepultado em Roraima. Com comprovações científicas e periciais, a constatação rendeu uma matéria na revista Isto É no ano passado, repercutindo em vários países. Arantes já lançou dois livros sobre este assunto.

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

Uma resposta to “Papillon”

  1. Este e um dos melhores livros,que tive oportunidade de ler


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