Blog do Kramer
Música, cinema, literatura, comportamento e afins.

jun
05

Não é um filme de Charles Chaplin, mas este vídeo indica o “nosso” tempo moderno, o de agora, onde as pessoas se encontram cada vez mais solitárias, envoltas por um mundo cheio de opções, informações e amigos virtuais.

dez
15
Cidade para pessoas

Cidade para pessoas

Com base em pesquisas de modelos em diversas cidades do mundo, Cidade para pessoas é um projeto criado por gente empenhada a trazer soluções para melhorar a qualidade de vida nos grande centros urbanos do Brasil.

O site traz reportagens, vídeos, exemplos, ilustrações, textos, palestras e entrevistas sobre planejamento, mobilidade urbana, transporte, comportamento, consumo, agricultura,  bicicleta, poder público, entre outros.

 http://cidadesparapessoas.com/

jul
30

Site com informações sobre “prestação de contas” relacionadas aos servidores e ao governo:
http://www.portaldatransparencia.gov.br/

mar
08
Filme - Muito além do peso

Filme – Muito além do peso

Produzido por Maria Farina Filmes e dirigido por Estela Renner, este excelente documentário  feito em 2012 mostra o crescimento do número de crianças obesas, a situação da alimentação de um modo geral, além de como a indústria usa estratégias persuasivas para conquistar público.

Recomendo a projeção nas escolas para que as próprias crianças tenham consciência daquilo que consomem.

Link para o filme:

http://www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4

fev
14
Bicicleta sem exceção

Bicicleta sem exceção

A bicicleta cada vez mais tem se tornado a opção alternativa de locomoção, principalmente nos grandes centros urbanos, não só para lazer como também para fugir do stress do trânsito motorizado, mas os benefícios que o ciclismo traz não se limitam a isso, e em vez de enumerá-los, coloco um link do site “Vá de Bike” onde se encontra um texto de autoria de Lucas Neiman que resume esses benefícios:

http://vadebike.org/2012/12/a-sensacao-de-pedalar-nas-ruas/

Solução

Solução

O Brasil ainda está muito aquém de ser tornar um país com condições dignas para que o ciclismo configure como forma de transporte seguro e respeitado por todos. Carecemos de mais ciclovias e ciclofaixas que funcionem em tempo integral, falta fiscalização, orientação de agentes, políticas que coloquem em prática a legislação que está no código de trânsito, além de informação e educação para a população.

Cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro foram projetadas para privilegiar o veículo motorizado e precisam de readaptação com mais agilidade. Algumas já estão mais avançadas, como Santos, e Recife. Em alguns países desenvolvidos a prioridade já é bicicleta a um bom tempo, a exemplo de Amsterdã, Copenhague, Munique, Barcelona e Tóquio, com resultados sempre positivos em todos os sentidos.

Massa Crítica

Massa crítica

Massa crítica 2013

Toda última sexta-feira do mês em muitas cidades pelo mundo, ocorre um evento tradicional chamado massa crítica, onde ciclistas, e outras pessoas com veículos movidos à propulsão humana, ocupam seu espaço nas ruas. As razões e objetivos desse evento variam de pessoa para pessoa, mas em geral são para divulgar a bicicleta como um meio de transporte, tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano, e também como um protesto para alertar sobre as mudanças necessárias no espaço urbano para melhor acomodar os ciclistas com segurança.

Massa crítica

Massa crítica em SP

É um grupo que se encontra mensalmente para aproveitar o prazer e segurança de andar pela cidade em grupo que auto-organizados e independentes, definem apenas o local de encontro, o dia e o horário. Não existe liderança formal, para moderar o passeio do grupo, os ciclistas usam de um artifício que chamam rolhagem, que envolve bloquear o tráfego nas ruas laterais para que os participantes passem livremente sem medo que veículos motorizados fiquem presos no meio da multidão.

As Massas Críticas têm se tornado cada vez mais criativas, como a da cidade de São Paulo que já há alguns anos é crescente a tendência de utilizar bom humor e ações mais duradouras para conquistar os motoristas em vez de confrontá-los, mostrando que a bicicleta é um meio de transporte viável, rápido, saudável, prazeroso e que deve ser respeitado.

Em setembro de 2006, em São Paulo, vários grupos reunidos, promoveram

Benefícios da Bike

Benefícios da Bike

junto com outros movimentos e entidades, várias atividades relacionadas ao Dia Mundial Sem Carros, como o Desafio Intermodal e a Vaga Viva. As iniciativas se repetiram no ano seguinte e continuaram acontecendo nos anos subsequentes.

O ciclismo não pode ser encarado somente como uma forma de lazer, e sim como uma das soluções para o trânsito crescente e como meio de transporte mais saudável

Seleção de links relacionados ao ciclismo:

http://vadebike.org/2004/08/o-que-o-codigo-de/

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rcH1m3wTv3c

https://www.loopbikes.com.br/grupos

http://www.ciclocidade.org.br/

http://canais.fitnoss.com.br/ciclismo/bicicleta-minha-primeira-vez

https://www.facebook.com/groups/bicicletadadiaria/

http://www.youtube.com/watch?v=ZLmrIdr7qfE

http://bikeanjo.com.br/

http://vimeo.com/24260960

http://www.youtube.com/watch?v=ex3VBY0Opok&feature=related

http://canais.fitnoss.com.br/ciclismo/alexandre-garcia-bicicleta-nao-pode-ser-um-meio-de-morte

https://vimeo.com/44740650

http://gentequecooperacresce.com.br/site/post.php?t=como-a-bicicleta-pode-mudar-nossas-cidades&id=465

http://player.vimeo.com/video/44211863?color=ff9900

Fonte parcial: http://pt.wikipedia.org/

out
02

Alice Cooper – welcome to my nightmare

Alice Cooper

Welcome to My Nightmare 

Ano de lançamento: 1975

1975 – welcome tour

Produzido por Bob Ezrin, o álbum conceitual contou com a união de música e teatro (encenação dirigida por David Winters), com temática em torno de um pesadelo vivido por um rapaz chamado Steven. Em 1981 foi lançada uma versão em forma de filme.

Musicalmente Alice percorre diversos estilos, como rock, progressivo e jazz. A balada “Only women bleed” alcançou o “top ten” nas paradas em vários países.

“Welcome to my nightmare” retrata Alice ainda numa fase áurea dos anos 70, mesma época em que lançou excelentes trabalhos como “Billion dollar babies” e “Alice goes to hell”.

A. C.

Algumas músicas do disco:

Welcome to my nightmare http://www.youtube.com/watch?v=IKpEoRlcHfA

Devil’s food http://www.youtube.com/watch?v=I__cFHgkwxk

Steven http://www.youtube.com/watch?v=WFskHOjnYMY&feature=relmfu

Only women bleed http://www.youtube.com/watch?v=nNG7m_Y3y5Q&feature=related

ago
08

Wendy Carlos – Well-Tempered Synthetizer

Wendy  Carlos

The Well-Tempered Synthesizer

Ano de lançamento: 1969

The Well-Tempered Synthesizer consiste de peças de Monteverdi, Domenico Scarlatti e Handel, e Bach, interpretadas somente em sintetizadores.

O título do álbum é uma referência a coleção de peças de Bach intituladas “O Cravo Bem Temperado”. Um ano antes, em sua estreia, Wendy Carlos (ainda com o nome de Walter Carlos) lançou “Switched-On Bach”, no qual tornou-se o primeiro álbum erudito a vender 500 mil cópias.

Amigo de Robert Moog, engenheiro de som, músico e compositor, Wendy ficou mais conhecida depois que fez a trilha sonora do filme “Laranja mecânica”, do diretor Stanley Kubrick, e mais tarde a trilha de “O iluminado”, (também de Kubrick), e “Tron” de Walt Disney.

Wendy Carlos

Wendy Carlos

Sua música está repleta de obras virtuosas, com brilho e qualidade sonora, onde se pode ouvir a verdadeira sonoridade, potência e alcance (do mais grave ao mais agudo) dos sintetizadores.

Wendy Carlos sempre foi e será a grande influência em todos os bons artistas de música eletrônica.

jun
26

Kiss – Music from the elder

Kiss

Music from The Elder

Ano de lançemanto: 1981

Kiss em 1981

Um dos melhores e ao mesmo tempo um dos menos conhecidos álbuns do Kiss, ainda contava com Ace Frehley na guitarra e vocal (no qual sairia no ano seguinte, retornando a banda apenas em 1996).

O álbum foi produzido por Bob Ezrin (o mesmo que produziu o  álbum conceitual “The wall” do Pink Floyd em 1979), e a participação de orquestra e coral em algumas músicas. Lou Reed escreveu as letras de “Dark light”.

The elder conta a história sobre o recrutamento de um jovem por um conselho,  guiado para combater o mal  e que ao decorrer do tempo ele vai conquistando sua auto confiança.

Público e crítica estranharam o lançamento  por fugir de alguns “padrões” em que o Kiss já tinha estabelecido anteriormente, porém os “menos radicais” assimilaram a nova temática que aborda temas com toques progressivos e outros com o peso do metal.

“Just a boy” http://www.youtube.com/watch?v=9Bcyk2C9Sto&feature=relmfu

“Dark light” http://www.youtube.com/watch?v=HlPhH_GVrdY

mar
21

Idealizada por músicos fãs incondicionais da banda inglesa Pink Floyd (surgida no final dos anos 60), a banda PINK FLOYD BRASIL faz um tributo ao talento e a genialidade de um dos mais importantes ícones da história da música contemporânea.

Desde seu início a banda PINK FLOYD BRASIL definiu como conceito buscar reproduzir fielmente as canções originais, respeitando os arranjos e simulando os timbres bem como as interpretações, convicta que é esta a forma de se atender a expectativa do público.

A utilização da projeção em telão das imagens tão características da banda original é um recurso também explorado  pelo tributo,  sincronizando áudio com visual.

No repertório, os maiores sucessos de toda carreira da banda Pink Floyd, como: “Time”, “Wish you were here”, “Comfortably numb”, “Another brick in the wall”, “High hopes”, entre muitas outras.

Amostra de vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=gdnFux8EyTo

http://www.youtube.com/watch?v=4RkMFaEnld8&feature=fvst

Site:  http://pinkfloydbrasil.com.br/

Contatos para shows: Reinaldo 11-92825675 / reibatera@ig.com.br

Crédito dos textos: Renato Panda e Reinaldo Kramer

dez
30

Programa humorístico da rádio Jovem Pan nos anos 80 apresentado pelo DJ Djalma Jorge (Tutinha), um locutor que cometia erros de português em paródia a locutores populares da rádio AM paulistana, e que criava várias “gags” satirizando os mais diversos assuntos da atualidade.

Além de Djalma havia outros personagens como o Djalminha, um garoto problemático; Siliano Siliano (interpretado por Oscar Pardini da trupe Café com Bobagem); um professor de inglês, o Diretor da rádio, conhecido apenas como “Diretor”; o Chefe Bródi, membros da família Brown Brown, Professor Talaco, e Carlos.

Alguns dos melhores episódios podem ser ouvidos no site: http://radiofobia.com.br/tag/djalma-jorge/

dez
08

Stephen King – Tudo é eventual

Stephen King

Tudo é eventual

Ano de lançamento: 2002

Stephen King é reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema.

Stephen King

Tudo é eventual reúne 14 contos independentes, tendo como base situações que acontecem através de uma cadeia de eventos e que mudam a vida de um individuo. Antes ou depois de cada conto, o autor colocou uma nota explicativa mostrando sua fonte da inspiração.

Destaque para os contos: As Irmãzinhas de Eluria: que aborda a jornada de um Pistoleiro em busca da Torre Negra, com personagens obscuros e uma história envolvente. É mais como uma extensão da série “A Torre Negra”, narrando eventos anteriores ao primeiro livro.

Tudo É Eventual: conto que deu título a coletânea, narra a história de Dink, um jovem que recebe uma proposta de emprego irrecusável, mas posteriormente descobre a verdade por trás de tudo através de situações inesperadas do que acontece com ele e ao mesmo tempo de como ele age.

O Vírus da Estrada Vai Para o Norte: Com uma história aparentemente simples, no decorrer o conto vai ficando cada vez mais interessante na abordagem do sobrenatural conseguindo prender o leitor com sua narrativa de suspense.

Andando na bala: esse conto foi um sucesso no mundo digital, sendo um dos e-books mais vendidos. Posteriormente também foi adaptado para os cinemas com o título “montado na bala”. O texto tem uma estrutura muito bem formada, abordando o tema da morte, que sempre será uma das temáticas da literatura de terror, a forma em que vai evoluindo, vai prendendo cada vez mais a atenção do leitor em virtude de fatos inesperados e sensacionais.

King, com toda sua maestria na elaboração e condução de contos nos faz mergulhar em um mundo fantástico que prende nossa atenção até o último segundo.

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

dez
05

Deep Purple – Made In Japan

Deep Purple

Made in Japan (1972)

Junto com Black Sabbath, Led Zeppelin e Uriah Heep, o Deep Purple foi uma das bandas pioneiras no estilo Hard rock.

Ritchie Blackmore

O disco Made in Japan registra ao vivo o melhor do final da primeira fase com Gillan no vocal. Ritchie Blackmore, um dos mais conceituados guitarristas de todos os tempos, dono de um estilo próprio muito característico, está brilhante. A banda como um todo completa a excelência da obra. Depois do Made in Japan, o Purple gravou mais um disco com esta formação; em seguida começariam uma série de mudanças, incluindo a entrada de Glen Hughes, David Coverdale e Tommi Bolin.

Ian Gillan

O disco capta ao vivo toda energia da banda, com clássicos como Highway Star, Smoke on the water, Strange kind of woman, Child in time, Lazy, Space trucking, e um solo de bateria de Ian Paice. A timbragem dos instrumentos está bem clara, e com qualidade de gravação muito boa.

Made in Japan é considerado um dos ícones de registro do que houve de melhor no rock na década de 70.

“Strange kind of woman”

http://www.youtube.com/watch?v=pOCjMkVst8Y

http://www.youtube.com/watch?v=TkyzK1GPnIo

“Child in time” http://www.youtube.com/watch?v=S_qth-F3UOM

“Smoke on the water” http://www.youtube.com/watch?v=MWNlzM_cjug

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

out
15

King Crimson – Islands (1971)

Brilhante, um dos sons de uma das mais originais e criativas bandas da década de 70.

http://www.youtube.com/watch?v=ky5qjU8LEQI

out
12
Jimi Hendrix - Monterrey Pop Festival

Jimi Hendrix – Monterrey Pop Festival

Jimi Hendrix

DVD – Jimi Live at Monterey  (1967)

Imperdível e lendária apresentação de Jimi Hendrix no Monterey Pop Festival em 1967.

Este show marca o retorno de Hendrix em sua terra natal, Estados Unidos, depois de consagrado entre o público europeu.

O eterno Jimi

No auge da carreira, Hendrix apresenta um show impecável, cheio de energia tocando clássicos como Foxy lady, Like a Rolling Stone, Hey Joe, Purple haze, The Wind cries Mary e Wild thing. É nesse show que acontece a célebre cena de Hendrix ateando fogo em sua guitarra.

O vídeo também traz várias entrevistas com astros do rock e equipe técnica comentando sobre a performance de Hendrix no festival.

O festival ainda contou com bandas como The who, The mamas & the papas, Janis Joplin, entre outras.

Killing floor: http://www.youtube.com/watch?v=ifIkNi6Ei6Q

Like a rolling stone: http://www.youtube.com/watch?v=UT-UudncdEU

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

set
10

Rush – 2112

Rush

2112 

Lançado em 1976

O lado A do álbum conta a história de mundos dominados por uma federação, no ano de 2.112, para o controle das atividades dos seres humanos. As letras, escritas pelo baterista Neil Peart, foram inspiradas no romance “Anthem”, do escritor Ayn Rand. O lado B apresenta canções independentes, que retratam temas diversos como liberdade e individualismo.

O emblema, também conhecido como o “Man in the Star”, foi adotado pelos fãs do Rush como um logotipo, desde a sua primeira aparição na contra capa do 2112 . Peart descreveu-o como: “o homem nu é o homem abstrato contra as massas. A estrela vermelha simboliza qualquer mentalidade coletivista.”

Alex Lifeson, Neil Peart & Geddy Lee

O álbum recebeu críticas muito positivas e é considerado uma das obras-primas da banda. Para mim 2112 representa um dos auges da banda, que teve ao longo de sua carreira vários altos e baixos. Rush sempre demonstrou muito vigor e técnica na execução de suas músicas, e em 2112, além disso, a sonoridade ainda pertencia à fase mais agressiva com guitarras rasgantes e vocais super agudos, sem deixar de lado a suavidade dotada de extremo bom gosto e feeling.

Logo

O efeito sonoro que abre o álbum é um prelúdio para a jornada viajante que se dará início. Disco obrigatório para quem curte boa música.

“2112 Overture / The Temples Of Syrinx”: http://www.youtube.com/watch?v=PCj3oBHSA5M

“2112 VI Soliloquy”: http://www.youtube.com/watch?v=szLVsv0QUvc

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

set
01

Iron Maiden – The Number Of The Beast

Iron Maiden

The number of the beast

Ano de lançamento: 1982

É uma honra pra mim falar desse disco, que acabou virando um “épico” do Heavy metal, além de me ter um significado a mais talvez por eu ter vivenciado o lançamento dele.

Esse é o terceiro álbum da banda, e o primeiro com o vocalista Bruce Dickinson, (época em que conseguia alcançar notas agudas com facilidade). Também foi a última gravação do baterista Clive Burr com o Iron. Clive deixou sua marca com muita fibra e técnica neste álbum que, junto com os dois primeiros, considero um dos melhores da banda.

Contra capa

The number teve como técnico de som Martin Birch, (que já havia trabalhado com o Deep Purple), e que contribuiu para deixar uma marca ainda mais sólida à banda em questão de sonoridade, continuando seu trabalho em álbuns posteriores.

As músicas são, uma melhor que a outra, exemplos de originalidade e energia de uma banda em fase de ascensão.

Bruce Dickinson

O álbum alcançou a marca das 14 milhões de cópias vendidas, é tido como um dos melhores da banda por parte de crítica e público, além de ser incluído na listagem do livro “1001 Albuns que você de ve escutar antes de morrer”.

“Hallowed be thy name”: http://www.youtube.com/watch?v=J51LPlP-s9o

“The number of the beast”: http://www.youtube.com/watch?v=jsmcDLDw9iw&ob=av2e

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

ago
31

Coração Inquieto

Autor: Stefan Zweis

Publicado em 1939

“Só quando chegamos a saber que também valemos alguma coisa para os outros, é que sentimos a significação da própria existência ?”, pergunta o tenente Hoffmiller, personagem de Coração Inquieto, belíssima história que retrata o dilema entre se dedicar pela compaixão ou seguir a sua própria vontade.

A história gira basicamente em torno de Hoffmiller, que conhece uma deficiente física de família rica que o ama, e vive o eterno drama em decidir se se dedica a ela por compaixão ou se mantém sua imagem íntegra perante os oficiais militares, não permitindo assim, ser visto como um oportunista interessado nos bens da família da deficiente.

Retrata uma questão secular sobre o que realmente sentimos e como seremos visto pela sociedade, conforme regras, padrões e conceitos.

Conforme a história vai se desenvolvendo, também entra a questão do sentimento de culpa, ao atender o pedido da família em ajudá-la ou não. Outra frase do personagem: “culpa alguma está esquecida, enquanto ainda pesa na consciência.”

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

jul
30

Supertramp – Crime of the century

Supertramp

Crime of the Century

Ano de lançamento: 1974

Crime é o terceiro álbum da banda inglesa, que se caracterizou por sua identidade única através de timbres e composições geniais, classificado tanto no estilo Pop quanto no Rock progressivo. Foi produzido por Ken Scott, um veterano que já havia trabalhado com os Beatles e David Bowie.

Contra-capa

O lançamento do álbum teve como carro chefe o single “Dreamer”, no qual permaneceu um bom tempo entre os primeiros nas paradas das rádios em diversos países. Além de ser reconhecido dentro do ranking dos críticos musicais mundial como um dos melhores e mais notáveis álbuns realizados, está também listado dentro do livro “1001 álbuns para se ouvir antes de morrer”

O disco é de cabo a rabo repleto de canções magníficas, muito bem arranjado e tocado, com especial atenção à mixagem, levando a um resultado final de excelentíssima qualidade. Além dos instrumentos convencionais, foram adicionados arranjos orquestrais em algumas músicas. Técnicos de som comumente usam este disco para testarem seus equipamentos, pois a timbragem traz toda gama de graves, médios e agudos de que precisam.

As letras também acompanham o alto nível do disco, conceitualmente falam de assuntos ligados a sentimentos intrínsecos do ser humano como o sonho e o medo, e outros como glamour, ambição e fama.

Os Supers

Em músicas como “Hide in your Shell” (uma das que mais gosto) e “IF veryone was listening” podemos encontrar o estilo melódico e ao mesmo tempo dramático de Roger Hodgson, em “Bloody well right” e “Rudy” Rick Davies esbanja seus talentos com influência do Blues, “Rudy” em especial, contém diversas passagens e mudanças de tonalidades, que vão se  encaixando para criar o clima e a temática (história) da música. “School”, com diversos andamentos, contagia com arranjos de bom gosto. “Dreamer” é uma das canções pop que mais fizeram sucesso dês de quando foi lançada até os dias de hoje. Em “Azylum” exploram o lado mais pesado, e fechando com chave de ouro, “Crime of the century” é uma belíssima canção, começando com a voz potente de Davies, e que nos faz viajar com os teclados e sax na parte final.

John Helliwell é um saxofonista que conhece muito bem jazz e blues, sabendo dosar e colocar cada nota no seu devido “timing”, encorpando, junto com o baixo de Dougie Thomson e a bateria de Bob Benberg, ainda mais o som do Supertramp.

A capa que completa a obra de arte, foi criada por Fabio Nicole, outro mestre em questão de arte. O visual dela se encaixa muito bem com a temática do disco.

Com Roger em 1996 e 2012

Com Roger em 1996 e 2012

Crime é uma obra atemporal, referência musical para gerações eternas !

Hide in your Shell:

http://www.youtube.com/watch?v=AaiYgVVpKdI

Crime of the century:

http://www.youtube.com/watch?v=Z2twluaMUfY

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

jul
15

Led Zeppelin IV

Led Zeppelin

Led Zeppelin IV

Ano de lançamento: 1971

Outro clássico do rock, Led Zeppelin IV é do começo ao fim um exemplo de inspiração, criatividade e qualidade musical, comum no cenário do rock nos anos 70. Vendeu até hoje 37 milhões de cópias no mundo inteiro, e fez alavancar a carreira da banda para o estrelato e o registro como uma das melhores bandas de rock de todos os tempos.

Jones, Plant, Bonham & Page

Composta por 4 músicos excepcionais, cada um dos integrantes imprimiu sua característica pessoal com seu timbre e sua maneira de tocar. Robert Plant, vocalista, com um timbre de voz único. Jimmi Page, guitarrista, compunha muitas vezes com acordes dissonantes e não convencionais, além de usar timbres diferenciados. John Bonham, baterista, com uma pegada firme, e uma configuração de bateria com sonoridade diferente, e John Paul Jones, um baixista preciso que mantinha a base sempre firme junto com Bonham, e às vezes fazia também o teclado.

“Stairway to heaven” se tornou um hino para os roqueiros e é tida como uma das canções mais bonitas já compostas.

“The battle of evermore” é uma canção acústica que mostra toda versatilidade da voz de  Plant com seus agudos, e com pegada característica do guitarrista Jimmi Page mantendo o ritmo através das cordas. http://www.youtube.com/watch?v=_BjiRKBC05c

“Misty Mountain Hop” tem um riff (tema melódico da guitarra) forte e é uma música onde a banda toda pode mostrar seu estilo coeso e preciso. http://www.youtube.com/watch?v=LxSEDnJ-1eA

“Going to California” é outra canção acústica em que Page usou melodias não convencionais, produzindo efeitos muito bonitos.

“When the Levee Breaks” começa com uma batida de bateria simples e ao mesmo tempo poderosa e marcante, e ai entram os instrumentos, acrescidos por uma gaita e um slide de guitarra que fazem complemento a massa sonora…. fantástico ! http://www.youtube.com/watch?v=xbJQT2eDseA

Além dessas, “Rock and roll” e “Black dog” que também fazem parte do disco, são duas das canções mais conhecidas do Led.

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

jul
13

Paranoid Eyes  (Pink Floyd)

jul
05

Sidney Lumet

Sidney Lumet  (1924 / 2011)

Cineasta

Sidney Lumet foi um cineasta americano que dirigiu mais de 50 filmes, caracterizados pela crítica contra o preconceito e a corrupção nos âmbitos da justiça e política. Lumet conseguia extrair dos atores o máximo de suas performances, projetando-os para uma carreira brilhante e de sucesso, como foi o caso de Al Pacino, Sean Connery, John Cazale, entre outros.

Lumet e Al Pacino em 1973

Seus filmes possuem alto grau de dramaticidade, narrativa tensa e vigorosa. Notáveis assim como os do mestre Hitchcock, tem a capacidade de prender o espectador do começo ao fim.

Lumet conseguiu moldar seu próprio estilo com autenticidade e talento. Em 2005 recebeu um Oscar honorário por seus “brilhantes serviços aos roteiristas, artistas, e à arte do cinema”.

Alguns de seus filmes mais marcantes que já assisti são:

Doze Homens e Uma Sentença (57) – A maior parte do filme é ambientada em um tribunal, onde um jovem está sendo acusado de matar o próprio pai a facadas. Todas as evidências apontam para ele como o responsável pelo crime e 11 jurados estão convencidos de sua culpa. Porém, um último jurado crê na sua inocência e vai tentar convencê-los de que o jovem não deve ser condenado.

Longa Jornada Noite Adentro (62) – O filme retrata a crise de uma família, com o temperamento frio e egoísta do pai, vícios e doenças entre os familiares.

A Colina dos Homens Perdidos (65) – Durante a 2ª Guerra Mundial, no deserto líbio, há um acampamento militar cujo objetivo é disciplinar os militares que tiveram um comportamento reprovável. Os prisioneiros são perseguidos pelo 2º sargento Williams, que os faz cumprir castigos debaixo do sol escaldante. Um dia chegam 5 novos prisioneiros e cada um enfrentará de modo diferente a autoridade e o sadismo de Williams.

O Golpe de John Anderson (71) – Um ex-presidiário reúne os mais experientes ladrões de Nova Iorque para organizar e executar o roubo de um luxuoso edifício, mas todos seus passos são monitorados por câmeras.

Serpico (73) – Na Nova York dos anos 70, o filme conta a história baseada em fatos verídicos de um policial jovem e idealista que, ao contrário de muitos de seus colegas, se nega a aceitar dinheiro oriundo da extorsão de criminosos locais. Com isso, ele passa a enfrentar a resistência de seus superiores em aceitar seus métodos pouco ortodoxos de combate ao crime e deixa clara a sua indignação diante da corrupção generalizada entre seus colegas da polícia, passando a colocar a própria vida em risco.

Um Dia de Cão (75) – Movidos por um motivo insólito, dois assaltantes totalmente amadores planejam um assalto a banco, porém o plano sai errado, e o assalto se estende por horas, com a companhia da polícia, curiosos e da imprensa.

Rede de Intrigas (76) – Um locutor de noticiário de uma TV é demitido em razão da baixa audiência do programa. Ele então anuncia que irá cometer suicídio no ar. O filme procura mostrar a desumanidade da indústria televisiva e de outras corporações, sedentas por dinheiro, via índices de audiência

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

jun
09

Chris Squire – Fish out of water

Chris Squire

Fish out of water

Ano de lançamento: 1975

Após o Yes ter lançado o álbum Relayer, Chris Squire (baixista do Yes) grava este excelente álbum solo, primeiro de sua carreira, com participações de músicos que já tocaram no Yes.

Todos os arranjos e composições são de autoria dele, que além de tocar baixo e violão,  também faz as vozes.

A sonoridade inconfundível da bateria de Bill Bruford, o trabalho de teclados de Patrick Moraz e de sax de Mel Collins completam esse maravilhoso disco que também conta com uma orquestra.

Chris Squire

“Silently falling”: http://www.youtube.com/watch?v=j-nesvJNKaQ

“Hold out your hand / you by my side”: http://www.youtube.com/watch?v=6kfI76YeX90

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

mai
21

Quadros de uma Exposição

Quadros de uma Exposição

Modest Mussorgsky (1839 – 1881)

Escrita em 1874

Quadros de uma exposição é uma peça escrita para piano. Em março de 1874, estava acontecendo uma exposição de quadros de Viktor Hartmann  em uma galeria de São Petersburgo. Após visitá-la, o compositor resolveu prestar uma homenagem escolhendo dez quadros expostos e compôs uma música para cada um deles, descrevendo em metáforas, através das notas do piano, através de um passeio pela galeria de exposição.

Mussorgsky

As ideias geniais de Modest Mussorgsky e a sua música virtuosa exerceram forte influência em seus contemporâneos. A dependência do álcool e sucessivas depressões foram os principais motivos por que Mussorgsky deixou muitas obras inacabadas. Músicos como Debussy, Rimsy-Korsakov e Ravel corrigiram e reescreveram peças que ele deixara em apontamento.

A descrição dos quadros é de tal modo realista que incorporam o sentimento do que o pintor quis transmitir, sejam as vendedoras de hortaliça “Na Praça do Mercado de Limoges”, sejam os temas de fábula, sejam os da tradição popular russa, como “A Grande Porta de Kiev” ou mesmo o clima sombrio em “Catacumbas”.

Maurice Ravel

Em 1922, o compositor francês Maurice Ravel, orquestrou o original pianístico da peça. Ao fazê-lo, prestou um grande serviço a Mussorgsky. Grande parte da posterior popularidade da obra se deve ao excelente serviço realizado à própria maneira de Ravel, (já que não conhecia as orquestrações realizadas por Mussorgsky). Com o seu apurado dom orquestral, soube extrair da obra a dosagem necessária para criar sonoridades instrumentais precisas dentro do espírito dos temas.

Emerson, Lake and Palmer

Em 1971, o grupo de rock progressivo Emerson, Lake and Palmer, gravou uma versão da obra, adicionando novos temas, letras e vocais. Em 2002 o álbum foi relançado, contendo tanto a versão original quanto uma nova, gravada em estúdio.

Alguns trechos da obra:

”Promenade” (Passeio): http://www.youtube.com/watch?v=gUh75jlzZmc

”Bydlo” (Carro de Bois): http://www.youtube.com/watch?v=RLOWYFbIjhs

”Limoges, Le Marché” (O Mercado em Limoges): http://www.youtube.com/watch?v=6RUjnk2I9yU

”La Cabanede Baba-Yaga sur de Pattes de Poule” (A Cabana de Baba-Yaga sobre Patas de Galinha): http://www.youtube.com/watch?v=jbTp1ok6TiU

”La Grande Portede Kiev” (A Grande Porta de Kiev): http://www.youtube.com/watch?v=Aa0oKBtFKts&playnext=1&list=PLE7C0C539370CC794

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

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mai
09

Allan Poe – Histórias Extraordinárias

Edgar Allan Poe

Histórias Extraordinárias

Como já comentado aqui anteriormente, Poe é considerado um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas.

Poeta e contista, diferentemente da maioria dos autores de contos de terror, Poe usa uma espécie de terror psicológico em suas obras, onde os personagens oscilam entre a lucidez e a loucura, quase sempre cometendo atos infames ou sofrendo de alguma doença ou alucinação. Suas obras são exemplos excepcionais de rigor de construção, dosagem de efeitos e poder de sedução e envolvimento. O ritmo que impõe é muito bem calculado, fazendo prender a atenção do leitor do começo ao fim.

Histórias Extraordinárias é uma coletânea de contos publicados entre 1833 e 1845, considerados clássicos da literatura dramática de horror e policial. É um livro magnífico para quem deseja conhecer um dos mestres nesse estilo literário. Traz uma coletânea de contos célebres como “O Barril do amontilado”, “O gato preto”, “O poço e o pêndulo”, e “A queda da casa de Usher”

Várias obras de Poe se encontram em “domínio público” e podem ser acessadas via Internet através do link:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=354

Ilustração de O poço e o pêndulo

Versão do “O poço e o pêndulo” em português:

http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/apoe_poco.shtml

Abaixo, a versão de “A queda da casa de Usher” (pra mim um dos melhores contos de Poe), bem descrito pelo meu prezado colega Eduardo Prado Alabars:

“Trata-se de uma narrativa perturbadora como todos os contos do autor. O conto investiga as profundezas escuras do subconsciente e rastreia os terrores ocultos da alma humana. Nunca antes (e poucas vezes depois) um escritor capturou tão completamente a melancolia, o tormento e a paixão corporificada num decadente estado mental.”

Ilustração de A queda da casa de Usher

http://www.alfredo-braga.pro.br/biblioteca/usher.html

Versão do “O gato preto” para download:

http://www.livrosgratis.net/download/1192/o-gato-preto-the-black-cat-edgar-allan-poe.html

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

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abr
11

Tradição, força e coragem

Post dedicado aos índios de todos os cantos do planeta.

“Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.” (Provérbio Indígena).

O lamento indígena – Por Robson  Coelho

Potiguaras

Havia felicidade, havia alegria
Todo dia era dia
Caça, pesca e colheita
Havia música, tambores e dança.

Éramos livres na terra de ninguém
Éramos felizes, pois a terra era de ninguém.

Mas aí sem ninguém perceber
A liberdade se foi e a vida se acabou
A terra sem dono com dono ficou

E em terra de dono branco a infelicidade indígena se instalou
Nos perseguiu, nos feriu, nos refletiu um mundo doente
Um mundo carente, um mundo pobre injusto e imundo.

Na terra de ninguém a natureza era vívida
Na terra de alguém homem branco a tudo poluiu
A tudo destruiu, a tudo desconstruiu.

Insatisfeito com a falta de propriedade capitalizou
Num mundo cheio de liberdade escravizou
E onde morava a paz guerreou e matou.

E matou.

Oração da causa indígena – Por Dom Pedro Casaldáliga

Pai-Mãe da Terra e da Vida,

Tradição e cultura

Deus Tupã de nossos pais e mães,
Venerado nas selvas e nos rios,
No silêncio da lua e no grito do sol
Pelos altares e pelas vidas destruídas
Em teu nome, profanado,
Nesta nossa Abia Yala colonizada,
Te pedimos que fortaleças
A luta e a esperança dos povos indígenas
Na reconquista de suas terras,
Na vivência da própria cultura,
Na fruição da autonomia livre.
E dá-nos a nós, neo-colonizadores
Vergonha na cara e amor no coração
Para respeitarmos seus povos-raiz
E para comungar com eles em plural Eucaristia.
Awere, Amém, Aleluia!

 

Qualquer vida é muita dentro da floresta – Por Jussara Gruber (O Livro das Árvores)

Se a gente olha de cima parece tudo parado.
Mas por dentro é diferente,
A floresta está sempre em movimento.
Há uma vida dentro dela que se transforma
Sem parar. Vem o vento. Vem a chuva.
Caem as folhas, e nascem novas folhas.
Das flores saem os frutos. E os frutos são alimento.
Os pássaros deixam cair sementes. Das sementes nascem novas árvores.
E vem a noite. Vem a lua.
E vêm as sombras. Que multiplicam as árvores.
As luzes dos vagalumes, são estrelas na terra.
E com o sol vem o dia. Esquenta a mata.

Extraído do Livro Xacriabá de Plantas Medicinais – Fonte de Esperança e Mais Saúde – Por Rosenir Gonçalves Neves

Tudo o que Deus criou

A dança do Guerreiro

Já nasce com seu valor
Não sou contra farmácia
Nem hospital nem doutor
Mas se existissem as reservas
Das matas com suas ervas
Não havia tanta dor.

Comissão pró índio de SP:

http://www.cpisp.org.br/

abr
04

YAWYI – FZ

Frank Zappa

Vídeo – You are what you is (1981)

http://www.youtube.com/watch?v=0h9jNLF2jmU

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mar
29

Puccini – Tosca

Giacomo Puccini

Tosca

Encenação

Ópera em 3 atos de Giacomo Puccini estreada em 1900.

Abaixo, uns dos trechos mais conhecidos “E Lucevan Le Stelle !”

Encenação

Versão c/ Placido Domingo:

http://www.youtube.com/watch?v=_HBcvE8PB6I

Versão c/ Vittorio Matteucci:

http://www.youtube.com/watch?v=7rZz8p8GQ_0&playnext=1&list=PL929A4004EAE0081A

Versão c/ Jonas Kaufmann:

http://www.youtube.com/watch?v=fqaZFcZ7poI

Belíssimo !

mar
23

King Crimson – Discipline

King Crimson

Discipline

Ano de lançamento: 1981

 

Robert Fripp

Em 1981, após 7 anos sem lançar álbum, o King Crimson re-aparece com uma nova formação e uma nova abordagem de música.

Da formação anterior, só o fundador Robert Fripp e o baterista Bill Bruford permaneceram, o resto da banda é formado por: Adrian Belew (guitarra e vocal, que já havia tocado com David Bowie , Frank Zappa , Talking Heads , e Peter Gabriel), e Tony Levin no baixo, (que já havia tocado também com Peter Gabriel, além de Alice Cooper, entre outros).

Bill Bruford

O álbum mescla o som pesado, (que sempre foi característico da banda na década de 70) com um estilo novo, caracterizado pelas guitarras “dedilhadas” em dueto, que se misturam e se entrelaçam, (análogo com o símbolo da capa).

As músicas “Matte Kudasai” e “Elephant talk”, foram os carros chefes deste excelente álbum quando lançado.

Adrian belew

Com esta nova formação, a banda conseguiu mais uma vez demonstrar sua versatilidade junto com uma qualidade fora do normal. Discipline é um excelente álbum, cheio de criatividade e inovações.

Uma curiosidade é que quando estavam gravando este álbum, Belew, andando pelo Notting Hill Gate em Londres, com um gravador à procura de inspiração, foi perseguido por uma gangue e, em seguida pela polícia. Ao voltar para o estúdio, fez um relato desesperado para seus companheiros de banda do que tinha acontecido. Fripp então colocou o relato de Belew na gravação da música “Thela hun ginjeet”.

Tony Levin

O tema do álbum traz a afirmação: “A disciplina nunca é um fim em si, apenas um meio para um fim”.

Indiscipline live:

http://www.youtube.com/watch?v=aNy80nqtqlU

Elephant talk live:

http://www.youtube.com/watch?v=cbuqtDhTAwQ

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mar
19

Fight from the inside – Queen

Fight from the inside – Queen (1977)

Não era só Freddie Mercury que cantava no Queen, a música Fight from the inside, do álbum “News of the world” de 1977 foi toda escrita, tocada e cantada pelo baterista Roger Taylor (Brian May fez uma pequena participação na guitarra solo).

Fight tem um ótimo “groove”, com uma pegada especial, lembrando os funks da década de 70. A voz de “rasgada” Roger está com muita energia e potência.

Este vídeo traz imagens da banda des de seu início em 1973.

http://www.youtube.com/watch?v=CXsIkt1JVNU

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mar
16

Stevie Ray Vaughan – Texas Flood

Stevie Ray Vaughan (1954 – 1990)

Texas Flood (1983)

Stevie – 1989

Conhecido como um dos mais influentes músicos da história, principalmente no meio do blues, Vaughan é reconhecido por seu som de guitarra característico que em parte provinha do uso de cordas de guitarra espessas, calibre 013 e também da afinação meio tom abaixo do normal. O som e o estilo de Vaughan tocar traz freqüentes comparações com Jimi Hendrix. Era também fortemente influenciado por Albert King (que se auto-proclamou “padrinho” de Stevie) e Freddie King, outro grande músico texano.

Seu álbum de estréia produzido porJohn Hammond, Texas Flood, foi lançado em 1983.  A música “Pride and Joy” foi seu carro-chefe e vendeu bem tanto nos círculos de blues como de rock. É considerado acima da média em relação aos outros discos, pois tem uma sonoridade mais agressiva, além de muito feeling, evocando o blues de raiz aliado a guitarra distorcida. Seus solos são muito bem construídos, com harmonia, melodia e rapidez. Vaughan também fazia toda a parte de voz com muito talento e características do blues.

Texas Flood Tour

Em 1989 o disco “In step” foi aclamado pela crítica e ganhou um Grammy pela melhor gravação na categoria Blues Rock.

Em 2003 a revista Rolling Stone classificou Stevie Ray Vaughan em 7° lugar em uma lista de 100 melhores guitarristas de todos os tempos.

SRV

Na manhã do dia 27 de agosto de 1990 Vaughan morreu em um acidente de helicóptero que seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theater, onde na tarde anterior se apresentara junto com Robert Cray, Buddy Guy e Eric Clapton. Em conseqüencia do céu nublado e da forte névoa, o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro com uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes, e assim como Jimi Hendrix, o Rock perdera um dos seus maiores expoentes, ainda jovem.

“Tell me”: http://www.youtube.com/watch?v=Sms5dbvqSG0

“Texas Flood”: http://www.youtube.com/watch?v=tWLw7nozO_U

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

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mar
11

John Coltrane

John Coltrane (1926 / 1967)

Saxofonista e compositor de jazz americano, habitualmente considerado como o maior sax tenor do jazz, além de um dos maiores compositores deste gênero de todos os tempos. Sua influência no mundo da música ultrapassa os limites do jazz, indo desde o rock até a música erudita.

Reformulou o jazz, influenciou e continua a influenciar gerações de outros músicos. Lançou cerca de 50 gravações como líder em doze anos, além das inúmeras participações especiais. Com o passar dos anos em sua carreira, sua música foi tomando progressivamente uma dimensão espiritual que iria consagrar com chave de ouro seu legado musical.

Coltrane, Cannonball Adderley, Miles Davis e Bill Evans

Junto com os saxofonistas tenores Coleman Hawkins, Lester Young e Sonny Rollins, Coltrane mudou as perspectivas e os estigmas de seu instrumento.

Coltrane recebeu diversas pemiações e citações, em especial, o Prêmio Pulitzerpela sua “perita improvisação, musicalismo supremo e um dos ícones centrais na história do jazz.”

em 1946, começa a tocar em diversos pequenos bares e clubes ao redor da Filadélfia, e entra para o grupo de Joe Webb e depois para a King Kolax Band, com o saxofonista Charlie Parker. É nesse grupo que ele decide trocar o saxofone alto pelo tenor, visto que Parker, que tocava saxofone alto, já havia “esgotado” as possibilidades desse instrumento.

Já no começo da carreira é admirado por outros músicos e em 1949 recebe o convite de Dizzy Gillespie para tocar saxofone alto em sua big band, em 1955, recebe um telefonema do trompetista Miles Davis o convidando a se juntar em um grupo que ele estava formando, chamado Miles Davis Quintet. Com Miles, Coltrane finalmente se estabeleceria como um importante músico de jazz.

Miles Davis – Kind of blue (1959)

Em 1957 é forçado a parar de tocar devido a seus problemas com drogas. Miles o substitui por Sonny Rollins. Logo volta a tocar, mas agora como líder (ao lado do baixista Paul Chambers) e também participando do quarteto de Thelonious Monk. Em 1959 Coltrane grava com o grupo de Miles Davis o célebre álbum “Kind of blue”, no qual utilizam escalas de forma diferente do Jazz tradicional, sendo considerado como um dos álbuns mais influentes do jazz, alcançando um elevado número de vendas. Entre as sessões deste álbum, Coltrane começa a gravar para a Atlantic Records o álbum solo Giant Steps lançado em 1960. Este álbum é o primeiro com todas as composições de sua autoria, apresentando um novo conceito de uso harmônico conhecido mais tarde como “Coltrane changes” (“mudanças Coltrane” em português), que consistiam em substituições de progressões harmônicas. Muitas faixas deste álbum tornaram-se standards, como “Naima”, “Giant Steps”, e “Mr. P.C.”. A música “My Favorite Things” também surgiu nesta época.

Durante este período, Coltrane desenvolve uma técnica que se baseava em várias notas rápidas tocadas em legato, que tornariam seus solos mais longos. Essa técnica se tornaria uma de suas marcas registradas.

Em seguida, Coltrane assina contrato com a gravadora Impulse, onde desenvolve melhor suas técnicas inovadoras e mais radicais. Críticos da época dividiram suas opiniões em relação a Coltrane, que havia mudado radicalmente seu estilo. O público também ficara perplexo; na França, ele foi vaiado durante sua turnê final com Miles Davis. Em 1961, a revista especializada Down Beat citou Coltrane junto com Eric Dolphy, como tocadores do “Anti-Jazz” em um artigo que confundiu e angustiou os músicos. Coltrane admitiu que muitos dos seus solos de antigamente eram baseados mais em ideias técnicas, e sua nova música vinha do espírito. O estilo de Dolphy o levou a ganhar a reputação de autor do movimento chamado “Free Jazz” e “Avant-Garde“, liderado por Ornette Coleman – que também foi denegrido por alguns músicos de jazz (incluindo o antigo chefe de Coltrane, Miles Davis) entre alguns críticos. Mas como o estilo de Coltrane estava se desenvolvendo, sua determinação era fazer de cada performance “uma única expressão”, como ele mesmo disse em uma entrevista.

Coltrane em 1962

Em 1962 estava formado o “quarteto clássico”, como seria chamado com Tyner, Garrison, Jones e Coltrane. Coltrane estava mudando seu estilo em direção a improvisações rítmicas, melódicas e motivacionais. A complexidade harmônica ainda estava presente. Em 1963 lança mais um ícone do Jazz, o álbum Impressions, consolidando mais ainda sua nova abordagem. Em seguida lança um ode à sua fé no amor e em Deus (não necessariamente o Deus cristão – ele diz “Eu acredito em todas as religiões”). Este interesse espiritual iria caracterizar muito a forma de tocar e compor de Coltrane a partir de então, como pode ser visto em álbuns como Ascension, Om e Meditations. O quarto movimento de A Love Supreme , “Psalm”, é, de fato, um arranjo baseado em um poema feito para Deus por Coltrane e impresso no álbum. Coltrane toca quase exatamente cada nota para cada sílaba do poema, baseando suas frases nas palavras. O álbum foi um sucesso comercial.

No final dessa época, Coltrane mostrou um crescente interesse pelo avant-garde jazz promovido por Ornette Coleman, Albert Ayler e Sun Ra, entre outros. Ele foi especialmente influenciado pela dissonância do trio de Ayler com o baixista Gary Peacock . Encorajou muitos jovens músicos de free jazz (como Archie Shepp), tornando-se um líder do free jazz para o selo Impulse.

O clássico Giants Steps (1960)

Após gravar A Love Supreme, o estilo apocalíptico de Ayler influenciou a música de Coltrane, as gravações do quarteto mostravam uma crescente abstração da forma de tocar, incorporando novos modelos como a multifonia, a utilização de overtones. Ele abandonou o soprano para se concentrar no saxofone tenor, tocando com o quarteto com crescente liberdade.

Em 1965 grava Ascension junto de Shepp, Pharoah Sanders e Freddie Hubbard, uma peça de 40 minutos de duração que apresentava solos ousados por jovens músicos do avant-garde. Assim como Coltrane, Sanders era um dos saxofonistas mais virtuosos de sua época. Enquanto Coltrane usava over-blowing (técnica que é usada em instrumentos de sopro, trocando a direção e/ou a força do ar para alcançar alturas diferentes de sons), Sander optava em usar nos solos inteiros. Quanto mais Coltrane tocava com ele, mais tendia ao som único de Sanders. John Gilmore foi também uma grande influência no último período de Coltrane.

Em 1965, Coltrane já se dedicava inteiramente ao sublime e a transcendência cósmica com sua música, já num período final de sua carreira. Esse período foi incompreendido por muitos ouvintes. Coltrane e Sanders foram descritos por Nat Hentoff como falando em sua “própria língua”.

Em 1967, Coltrane entrou em estúdio várias vezes gravando peças com Sanders (a incomum “To Be”, em que ambos tocam flauta), e outras em dueto com Ali.

Coltrane explorou o Hinduísmo, o Budismo, a Cabala, Jiddu Krishnamurti, ioga, matemática, ciências, astrologia, história da África e até Platão e Aristóteles. Ele diz: “Durante o ano de 1957, eu experimentei, pela graça de Deus, um despertar espiritual o qual me guiou a uma rica, abundante e produtiva vida. Em gratidão, eu humildemente pedi que me fossem dados os meios e privilégios de fazer os outros felizes através da música”. Em seu álbum de 1965, Meditations, Coltrane escreveu sobre ajudar pessoas: “…Para inspirá-los a realizar mais e mais de suas capacidades para viverem vidas significativas. Porque esse é certamente o sentido da vida.”

Coltrane

Na gravação de Om, refere-se ao mantra mais importante do Hinduísmo que simboliza o infinito de todo o Universo. A gravação de 29 minutos contém cantos de Bagavadguitá, um épico Hindu.

A jornada espiritual de Coltrane foi entrelaçada com sua pesquisa no mundo da música. Ele acreditou na estrutura da música universal que transcendia distinções étnicas, capaz de uma linguagem mística da música por si só. Os estudos com música Indiana o levaram a crer que certos sons e escalas poderiam “produzir sentidos emocionais específicos” (impressões). De acordo com Coltrane, o objetivo de um músico era entender estas forças, controlá-las, e passá-las para o público. Dizia que gostaria de levar para as pessoas algo como a felicidade e de descobrir um método que se quisesse qualquer coisa, conseguiria através da música.

Embora alguns ouvintes de jazz ainda considerem os últimos álbuns de Coltrane contendo um pouco de cacofonia, muitas de suas últimas gravações – entre elas Ascension, Meditations e a póstuma Interstellar Space são largamente consideradas obras-primas.

A influência a qual Coltrane exerceu abrange muitos gêneros de músicas e músicos. Jimi Hendrix, John McLaughlin, Carlos Santana, Allan Holdsworth, Jerry Garcia, The Stooges, The Doors, Christian Vander e Duane Allman citaram Coltrane como inspiração em seus trabalhos.

Blue train (1957)

A influência maciça de Coltrane no jazz começou durante sua vida e continuou crescendo mesmo depois de sua morte. Ele é uma das maiores saxofonistas de jazz influentes no pós-60 e inspirou uma geração inteira de músicos de jazz. Em 1965, ele entrou para o Down Beat Jazz Hall of Fame, e foi postumamente premi

ado com o Grammy Lifetime Achievement Award em 1992.

A viúva, Alice Coltrane, após décadas de reclusão, ganhou brevemente um perfil público antes de sua morte em 2007. O filho de Coltrane, Ravi Coltrane, nome dado em homenagem ao tocador de sitar Ravi Shankar que Coltrane admirava, seguiu os passos do pai e é um notável saxofonista contemporâneo.

A Igreja Ortodoxa Africana Saint John Coltrane, uma Igreja Ortodoxa Africana em São Francisco, considerou em 1971 Coltrane como um santo.Incorporando a música de Coltrane com suas letras e orações.

Durante sua carreira relativamente breve, Coltrane gravou mais de 100 álbuns, tanto ao vivo como em estúdio, ou como líder ou sideman, criando um dos mais variados e profundos trabalhos musicais do século XX. Sempre foi e sempre será reverenciado e admirado por aqueles que entendem sua música e sua proposição.

Coltrane faleceu em decorrência de câncer do fígado em 1967 com 40 anos de idade.

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

mar
09

Elis e Tom

Elis e Tom

Inútil paisagem

Música gravada em 1974 por Elis Regina e Tom Jobim e regravada por diversos músicos consagrados de Jazz

http://www.youtube.com/watch?v=XwrDPucMO4k

fev
18

Um estranho no ninho

Um Estranho no Ninho

Direção: Miloš Forman

Adaptação do romance de Ken Kesey

Principais atores: Jack Nicholson, Danny DeVito, Christopher Lloyd e Louise Fletcher

Ano de lançamento: 1975

Nicholson e os internos

Um dos melhores filmes já produzidos na história do cinema, sem qualquer efeito especial, contém uma grande carga de humanismo, solidariedade e outros sentimentos mais profundos de todo ser humano, como o ódio, vingança e a inconformidade.

Jack Nicholson faz o papel de um malandro que após ser preso, se finge de louco para ir para um hospital psiquiátrico e assim esquivar-se a uma porção de trabalhos forçados na prisão. Lá ele começa a ficar inconformado com o tratamento aos internos e começa a influenciá-los, iniciando assim uma batalha contra a cruel e sádica enfermeira protagonizada por Louise Fletcher, além de incentivar os internos a se rebelarem contra funcionários e direção do hospital.

Jack Nicholson e Will Sampson

Com atuação comovente e vigorosa, Nicholson representa acima de tudo a inconformidade perante a desumanidade do sistema psiquiátrico e a solidariedade ao próximo.

O filme, considerado um clássico, venceu o Oscar nas categorias de melhor filme, melhor ator (Jack Nicholson), melhor atriz (Louise Fletcher), melhor diretor (Milos Forman) e melhor roteiro adaptado, além de ter sido Indicado nas categorias de melhor ator coadjuvante (Brad Dourif), melhor fotografia, melhor edição e melhor trilha sonora.

Louise Fletcher e Jack Nicholson

Além disso, venceu em várias categorias de mais outros 7 concursos ao redor do mundo, incluindo o Globo de Ouro.

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

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fev
17

BJH – Hymn

Barclay James Harvest

Hymn (1975)

http://www.youtube.com/watch?v=-aPnFTFrg5k

“Valley’s deep and the mountain’s so high
If you want to see God you’ve got to move on the other side
You stand up there with your head in the clouds
Don’t try to fly you know you might not come down
Don’t try to fly near God, you might not come down”

fev
17

Barclay James Harvest – Everyone is everybody else

Barclay James Harvest

Everyone is everybody else

Ano de lançamento:  1974

BJH é uma banda inglesa de rock progressivo com características de folk e rock sinfônico. Foi formada em 1967 e seu último trabalho registrado data de 1997.

Assim como Eloy, BJH é uma banda pouco conhecida do grande público, porém não menos grandiosa, com trabalhos muito bem elaborados, alguns deles misturando orquestra aos instrumentos convencionais, além de usarem bastante o típico instrumento característico do rock progressivo, melotron.

Dois dos músicos alternam as vozes nas músicas, fazendo também os coros, que se encaixam perfeitamente em timbre no tipo de música que a banda faz.

Barclay James Harvest, faz parte daquelas que nunca morrem com o tempo. A música “Child os the universe” deste disco é um verdadeiro hino das músicas mais viajantes, como por ex. “Time” do Pink Floyd, além de trazer em sua letra uma bela mensagem em solidariedade as crianças vítimas de guerra:

“I’m a child from South Africa
I’m a child of Vietnam
I’m a child of Northern Ireland
I’m a small boy with blood on his hands.
I’m a child of the universe
I’m a child of the universe
You can see me on the TV everynight
Always there to join in someone else’s fight.
I never asked to be born
I never asked to die
I’m an endless dream
a dream-machine that cannot reason why.
Yes, I’m a child of the universe”

A letra de “For no one” é um apelo a favor da paz universal:

“Please lay down your pistols and your rifles
Please lay down your colours and your creeds
Please lay down your thoughts of being no-one
Concentrate on what you ought to be
Then lay down your bullshit and your protests
Then lay down your governments of greed
Take a look at what lies all around you
Then pray God we can live in peace
Everyone’s a loner ’till he needs a helping hand
Everyone is everybody else
Everyone’s a no-one ’till he wants to make a stand
God alone knows how we will survive
So please lay down your pistols and your rifles”

“Child of the universe”: http://www.youtube.com/watch?v=tD-2mSg92so

“For no one”: http://www.youtube.com/watch?v=HT7dfTefVSU

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fev
11

super size-me

Super Size Me – A dieta do palhaço

Documentário escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock.

Ano de lançamento: 2004

A “dieta do palhaço”

Uma demonstração real e impressionante de como a alimentação conhecida como “fast food” pode prejudicar a saúde de uma pessoa.

O filme documenta os efeitos que tem este estilo de vida na saúde física e psicológica, e a influência das indústrias da comida rápida. Spurlock segue uma dieta de 30 dias durante os quais se alimenta exclusivamente com comida do McDonald’s.

O fator que o motivou a fazer a investigação foi a crescente propagação da obesidade nos Estados Unidos, considerada uma “epidemia”.

Exames clínicos

Mostra também que o Mc Donald’s criou tamanhos exagerados de porções (tanto na comida quanto na bebida), induzindo ao consumo de mais e maiores porções, fazendo com que a população consuma muito além do necessário para uma alimentação saudável.

Antes do início deste experimento, Spurlock comia uma dieta variada, era saudável, magro e media 188 cm de altura com um peso de 84,1 kg. Depois de trinta dias, obteve um ganho de 11,1 kg, 13% de aumento da massa corporal. Também experimentou disfunção sexual, dano irreversível ao fígado e mudanças de humor, incluindo depressão, no qual o médico atribuiu ao efeito “viciante” da comida. A noiva de Spurlock, Alexandra Jamieson, é uma testemunha para o fato de Spurlock ter perdido muita da sua energia e desempenho sexual durante a experiência. Próximo do vigésimo dia, Spurlock havia sentido estranhas palpitações no coração. Seu médico particular, o doutor Daryl Isaacs lhe aconselha parar o que está fazendo de imediato para evitar qualquer tipo de problemas de saúde mais grave. Apesar desta advertência, Spurlock decide continuar com o teste, com o incentivo de seu irmão.

Comparações

Todos os dados clínicos foram acompanhados durante o período da dieta por profissionais da saúde, que ao final se surpreenderam com a mudança drástica na saúde de Spurlock, no qual precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganhado.

O documentário foi nomeado para um Oscar na categoria de melhor documentário longa.

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

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fev
10

Black Sabbath – Born again (contra capa)

Black Sabbath

Born again

Ano de Lançamento: 1983

Black Sabbath é considerado uma das primeiras bandas de heavy metal. De 1970 a 2000, vendeu mais de 50 milhões de cópias e é uma daquelas bandas “imortais” que mesmo depois que acabar, servirá como referência para as gerações futuras.

O time

Também é a banda que abrigou vocalistas notáveis como Ozzy Osbourne, Dio e Ian Gillan nas décadas de 70 e 80.

Após a saída do vocalista Dio, entrou para a banda nada mais nada menos que Ian Gillan do Deep Purple. Da formação original, além de Tony Iommi na guitarra e Gezzer Butler no baixo, Bill Ward gravou a bateria, mas por motivos de saúde não pode fazer a turnê, e foi substituido por Bev Bevan, da banda ELO.

Born again foi subestimado quando foi lançado, porém a critica e os numeros surpreenderam, o álbum ficou em 4 lugar nas paradas inglesas no primeiro mês após o lançamento. Algumas músicas acabaram virando clássicos como “Zero The Hero” e “Trashed”.

O álbum apresenta músicas pesadas e agressivas cheio de energia, e as vozes de Gillan estão mais potentes do que nunca, atingindo agudos extremos. “Disturbing the priest” chega a ser atordoante (porém magnífica) de tão poderosa e agressiva. Considero uma das melhores de toda carreira do Sabbath.

Ian Gillan

Born Again foi o único trabalho de Gillan com o Black Sabbath, que deixou a banda em 1984 para voltar a gravar com o Deep Purple. Como curiosidade, a música “Disturbing The Priest” surgiu quando um padre foi reclamar com a banda, por causa do barulho alto que eles faziam nos ensaios. Outra curiosidade é sobre a abominável capa (que apresenta um diabinho em forma de bebê): o próprio Gillan detestou-a, quando recebeu o lay out dela antes do lançamento do disco, jogou fora.

Fonte parcial: http://wikipedia.org/

“Disturbing the priest”: http://www.youtube.com/watch?v=wxBk8tW2jaw

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

fev
09

Um sonho de liberdade

Um Sonho de Liberdade

Direção: Frank Darabont

Pincipais atores: Tim Robbins, Morgan Freeman.

Baseado no conto Rita Hayworth e a redenção de Shawshank do escritor Stephen King

Ano de lançamento: 1994

Morgan Freeman e Tim Robbins

Um executivo (Tim Robbins) é acusado de assassinar sua esposa e é condenado a cumprir prisão perpétua em Shawsshank, uma das mais duras penitenciárias dos Estados Unidos, porém é inocente. Na prisão ele conhece a dor e o sofrimento, e acaba virando amigo de Red (Morgan Freeman), que juntos utilizam suas habilidades para sobreviver em um ambiente hostil suportando injustiças e planejando a fuga.

Uma grande obra com momentos de violência, humor e esperança inesperados feita com inteligência e maestria.

O filme Recebeu sete indicações ao Oscar e duas indicações ao Globo de Ouro.

Penitenciária Shawsshank

Boa parte foi rodado na Penitenciária Estadual de Mansfield, em Ohio, que estava desativada na época das filmagens. Como a penitenciária estava em péssimas condições, foi necessário que se fizesse uma pequena reforma que deixasse o local em condições para que se pudesse rodar um filme.

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

jan
08

Motörhead – Orgasmatron

Motörhead

Orgasmatron

Ano de lançamento: 1986.

O Motörhead foi formado em 1975 e é conhecido pelo seu peso, que influenciou muitas bandas de heavy, thrash metal e punk rock.

o “power trio”

O baixista e vocalista Lemmy Kilmister já foi roadie da banda de Jimi Hendrix e integrante da banda de rock psicodélico Hawkwind antes de formar o Motörhead. Sua voz rouca e seu baixo Rickenbacker distorcido, soando como se fosse uma guitarra base, fazem a banda ter uma característica própria, reconhecível nos primeiros acordes.

Lemmy Kilmister

Neste álbum, a banda coloca toda sua energia e criatividade em canções que vão direto no coração do metal pesado.  A sonoridade e a qualidade de gravação estão muito boas, “Ridin’  with the driver”, “Built for speed” e “Deaf forever” são as melhores.

Vale citar que “Ace of spades”, álbum que saiu em 1980, é considerado por muitos como o auge, o melhor momento registrado pelo Motörhead.

Ace of spades

Com esse álbum a banda ganhava pela primeira vez notoriedade. Foi gravado com o produtor mais requisitado da época, Vic Maile. Com todo o sucesso, o disco tornou-se um dos maiores clássicos na história do Heavy Metal, fazendo do Motörhead um grande nome na cena metálica.

Ridin’ with the driver http://www.youtube.com/watch?v=5_uTWSQAC4I

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

jan
04

Home – Nosso planeta, nossa casa

Home

Direção: Yann Arthus-Bertrand

Ano de lançamento: 2009

“Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem verá que não pode comer dinheiro.” (Provérbio Indígena)

O documentário, narrado de forma objetiva e clara, é uma verdadeira aula que nos mostra o quanto destruímos e continuamos a destruir nosso planeta em ritmo acelerado. O quanto as interferências humanas alteraram os recursos naturais. Como uma ação isolada afeta todo eco-sistema.

Os degelos, as queimadas, as crescentes plantações de eucaliptos e criação de pastos e plantações de soja no lugar da mata nativa, a forma de como a água está se acabando, o uso crescente do petróleo para atender a demanda de produtos meramente supérfluos e de combustível, a extinção dos animais, o aumento dos “refugiados do clima” (migração das pessoas do campo para as cidades).

HOME visa sensibilizar, educar e conscientizar as platéias de todo o mundo
sobre a fragilidade de nosso lar, ao demonstrar que tudo que é vivo sobre nosso planeta está interligado. Mas apesar dos males que causamos crescentemente nos últimos 50 anos à Terra, ainda há chance (com uma certa urgência) de salvarmos nossa casa se fizermos com medidas contundentes e imediatas, não só por cada um individualmente, quanto principalmente pelos governos e instituições. O filme também mostra as formas alternativas no qual alguns lugares já adotaram como a utilização da energia solar e do vento, que são tão ou mais eficientes quanto as formas tradicionais.

Desmatamento

O documentário não tem nada de sensacionalista, relata os fatos baseados em dados estatísticos coletados ao longo dos anos, e mostra imagens filmadas a partir do céu.

Consumimos em excesso e estamos extinguindo os recursos da Terra. De cima (as imagens foram feitas sobrevoando as regiões), é fácil ver estas feridas. O que realmente quero é que as pessoas cujo consumo tem um impacto direto sobre a Terra, percebam a necessidade de mudar seu modo de vida depois de assistirem o filme .” (Yann Arthus-Bertrand).

Desmatamento

Um fato curioso e digno de exemplo citado no filme foi que a Costa Rica se absteve de ter um exército em seu país, para direcionar a verba para a conservação de suas terras e investimento na educação.

Pela importância do tema, o documentário teve uma exibição em vários países no Dia Mundial do Meio Ambiente em várias mídias: cinema, televisão, DVD e internet.

Queimadas

A nós brasileiros, nos motiva a cuidarmos mais dos nossos mananciais, do pantanal, das reservas florestais, assim como tentarmos impedir que a monocultura da soja não acabe imperando e destruindo ainda mais, evitarmos consumirmos com exagero, dar preferência para produtos alternativos, e acima de tudo cobrar dos políticos que tomem ações que impeçam a poluição e devastação ambiental.

Dados apresentados ao final do filme:

Energias alternativas – uma solução

* 20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta.
* O mundo gasta doze vezes mais em armas do que em ajuda de desenvolvimento de países.
* 5.000 pessoas morrem todos os dias por beber água poluída.
* 1 bilhão de pessoas passam fome.
* Mais de 50% do grão comercializado ao redor do mundo é usado para ração animal ou biocombustíveis.
* 40% da terra cultivável está degradada.
* A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas desaparecem.
* 1 mamífero em 4, 1 pássaro em 8, 1 anfíbio em 3 estão ameaçados de extinção. As espécies estão desaparecendo mil vezes mais rápido do que o ritmo natural de extinção.
* 75% dos produtos da indústria pesqueira estão extintos, esgotados ou em risco de extinção.
* A temperatura média dos últimos 15 anos tem sido a mais alta desde o início de seu registro.
* A calota polar perdeu 40% de sua espessura em 40 anos.
* Poderá haver 200 milhões de refugiados do clima em 2050.

Maiores informações e trailler:

http://www.home2009.com.br/

http://www.goodplanet.org/

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jan
03

Dire Straits – Brothers in arms

Dire Straits

Vídeo: Brothers in arms

Música do disco “Brothers in arms” lançado em 1985

http://www.youtube.com/watch?v=jhdFe3evXpk

dez
31

A história das coisas

“A história das coisas”

Excelente vídeo produzido por Annie Leonard e patrocinado pelo Allegheny College, com explicação sobre o círculo vicioso em que estamos inseridos. Deveria ser apresentados em todas as escolas !

http://www.unichem.com.br/video.php?id_video=16

Annie produziu outros vídeos esclarecedores e importantes, como “A história dos eletrônicos”:

http://www.youtube.com/watch?v=MPWgqkIVgbw

Obs: caso a legenda não apareça, clique no botão “cc” no canto inferior direito.

dez
28

Judas Priest – Screaming for vengeance

Judas Priest

Screaming for Vengeance

Ano de lançamento: 1982

Judas Priest é uma das maiores bandas britânicas de Heavy Metal, foi formada em 1974, e até hoje está na ativa. Faz parte do cast das bandas que iniciaram o movimento HM, como Motorhead, Iron Maiden, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Kiss e AC/DC.

Rob Halford

São poucos os vocalistas com tamanha garra e energia como Rob Halford. Sua voz percorre uma gama de variações que vão do agudo estridente ao grave, com uma potência incrível.

Screaming for Vengeance foi o álbum que me iniciou ao mundo do Heavy Metal quando eu tinha 13 anos, pouco antes do memorável primeiro Rock in Rio. Ele é para mim o auge da carreira da banda. Há uma sintonia entre todos, onde os instrumentos se completam por si com arranjos harmônicos e melódicos, solos memoráveis, baixo e bateria coesos, além da voz de Halford. As guitarras estão com timbres maravilhosos, passando clareza e definição em suas tonalidades.

Na época, usaram a música “You’ve Got Another Thing Comin” como single promocional para as rádios, junto com o vídeo clip para as TVs.

Glenn Tipton e K. K. Downing

A música “Screaming for Vengeance” é uma verdadeira paulada que usa fraseados de guitarras em dueto um pouco mais complexo. Esse é um estilo que marcou a banda, sendo imitado posteriormente por diversas outras bandas.

As décadas de 70 e 80 foram as mais prodigiosas para o Heavy metal, jamais veremos tantas bandas boas fazendo músicas de qualidade como nessa época.

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dez
24

Papillon

Papillon

Direção: Franklin J. Schaffner

Principais atores: Steve McQueen e Dustin Hoffman

Adaptação do livro autobiográfico de Henri Charrière.

Ano de lançamento: 1973

Aviso: Este artigo contém revelações sobre o enredo (spoilers).

Papillon conta a história de um homem injustamente condenado a prisão perpétua, preso na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

McQueen e Hoffman

O filme passa-se nos anos 1930, contando a fascinante história verídica de Henri Charrière, interpretado por Steve McQueen, um homem conhecido por Papillon por ter tatuada no peito uma grande borboleta (papillon em francês).

Pelas regras da prisão, qualquer tentativa de fuga é punida com dois anos de permanência na solitária, passando a cinco anos se houver reincidência. Porém nada intimida Papillon, que planeja fugir. Na prisão conhece Louis Dega, interpretado magnificamente por Dustin Hoffman, um famoso falsário de quem se torna amigo. Dega estabelece um acordo com Papillon: ajudá-lo nas tentativas de fuga em troca de proteção. Papillon não perde tempo a planejar fugas, muitas das quais falham. Em uma delas – que dá origem a uma das melhores sequências do filme – consegue chegar juntamente com Dega a uma colônia de hansenianos (leprosos) e depois a uma tribo de índios caribenhos. A fuga não é bem sucedida e Papillon é reenviado para a prisão francesa. Como castigo, é transferido para a invencível Ilha do Diabo, prisão de onde nunca ninguém tinha conseguido escapar.

Henri Charrière

Para mim, sem dúvida é um dos melhores e mais comoventes filmes sobre fugas ou sobre prisões, a dupla McQueen e Hoffman está simplesmente esplêndida, suas interpretações (em atos, expressões, vestimentas) retratam com muita realidade as aventuras e sofrimento dos condenados.

Outra versão de capa

O filme foi indicado para o Oscar de Melhor trilha sonora, e para o Globo de Ouro de Melhor Ator Dramático, pela interpretação de Steve McQueen.

Henri Charriere, autor do livro homônimo que deu origem ao filme, foi um dos poucos prisioneiros que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, onde os presos pagavam seus crimes sofrendo degradações e brutalidades.

Hoffman e McQueen

Condenado na França em 1921 por um roubo que nem chegou a ser consumado, René chegou a colônia penal em 1923, quando empreende  uma das fugas mais espetaculares da história. Sua obra, lançada em 1937, escandalizou a França e fez com que o governo daquele país parasse de enviar prisioneiros para a colônia, culminando com o fechamento do presídio em 1953.

O livro

Charrière também escreveu “ Banco”, que é uma continuação do livro Papillon, onde conta o que lhe sucedeu depois de fugir da prisão.

Vale ressaltar também que existe em andamento uma pesquisa feita pelo fotojornalista Platão Arantes, no qual diz que na verdade Papillon foi outra pessoa, chamada René Belbenoit, que está sepultado em Roraima. Com comprovações científicas e periciais, a constatação rendeu uma matéria na revista Isto É no ano passado, repercutindo em vários países. Arantes já lançou dois livros sobre este assunto.

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dez
20

Dexter Gordon

Dexter Gordon (1923-1990)
sax tenor e soprano

Dexter Gordon é considerado o principal saxofonista tenor a emergir durante a era do bebop. Sua carreira começou em 1940 tocando com Lionel Hampton, e depois nada mais nada menos do que com Charles Mingus, Nat King Cole, Dizzy Gillespie e Louis Armstrong. Logo no início, em 1941 o grande Coleman Hawkins afirmou que Dexter era um seus tenoristas favoritos.

Live Mixtape

Nos anos 50, problemas com drogas forçaram Dexter a períodos de inatividade e até mesmo levaram-no à prisão. Em 1960, recuperado e imbuído de novo ânimo, voltou a ativa novamente.

Em 1986, no filme Round Midnight (“Por volta da meia noite”), que teve trilha sonora composta por Herbie Hancock,  Dexter fez o convincente papel de um músico de jazz alcoólatra, pelo qual recebeu uma indicação para o Óscar de Melhor Ator.

Live at the Amsterdam Paradiso

Típico jazzista norte americano, Influenciado por Lester Young, o som de Dexter é caracterizado pela leveza, com um fraseado usualmente relaxado e lírico, embora fosse plenamente capaz de uma abordagem mais agressiva, dependendo da ocasião, afinal, ele era oriundo do bebop.

Envolvente como uma onda de mar, sua musica tem o poder de “hipnotizar” aquele que o ouve com mais atenção, levando a mente para lugares distantes…. uma música que poderia representar  bem essa descrição é a “Society red”, gravada em 1961, com a colaboração de Freddie Hubbard no trompete.

Sua música influenciou muitos jazzistas, e sua figura se tornou cult entre o grande público.

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dez
18

O Corvo – Edgar Allan Poe

O Corvo (The raven)

Autor: Edgar Allan Poe

1845

Poema notável por sua musicalidade, língua estilizada e atmosfera sobrenatural provenientes tanto da exatidão métrica, permeada de rimas internas e jogos fonéticos, quanto do talento singular de Poe, escritor americano, e um dos maiores expoentes da literatura.

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Numa sombria madrugada, enquanto eu meditava, fraco e cansado, sobre um estranho e curioso volume de folclore esquecido; enquanto cochilava, já quase dormindo, de repente ouvi um ruído. O som de alguém levemente batendo, batendo na porta do meu quarto. “Uma visita,” disse a mim mesmo, “está batendo na porta do meu quarto – É só isto e nada mais.”

Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer, lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim da minha dor – dor pela ausente Leonor – pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de Leonor – cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.

E o sedoso, triste e incerto sussurro de cada cortina púrpura me emocionava, me enchia de um terror fantástico que eu nunca havia antes sentido. E buscando atenuar as batidas do meu coração, eu só repetia: “É apenas uma visita que pede entrada na porta do meu quarto – Uma visita tardia pede entrada na porta do meu quarto; – É só isto, só isto, e nada mais.”

Mas depois minha alma ficou mais forte, e não mais hesitando falei: “Senhor”, disse, “ou Senhora, vos imploro sincero vosso perdão. Mas o fato é que eu dormia, quando tão gentilmente chegastes batendo; e tão suavemente chegastes batendo, batendo na porta do meu quarto, que eu não estava certo de vos ter ouvido”. Depois, abri a porta do quarto. Nada. Só havia noite e nada mais.

Encarei as profundezas daquelas trevas, e permaneci pensando, temendo, duvidando, sonhando sonhos mortal algum ousara antes sonhar. Mas o silêncio era inquebrável, e a paz era imóvel e profunda; e a única palavra dita foi a palavra sussurrada, “Leonor!”. Fui eu quem a disse, e um eco murmurou de volta a palavra “Leonor!”. Somente isto e nada mais.

De volta, ao quarto me volvendo, toda minh’alma dentro de mim ardendo, outra vez ouvi uma batida um pouco mais forte que a anterior. “Certamente,” disse eu, “certamente tem alguma coisa na minha janela! Vamos ver o que está nela, para resolver este mistério. Possa meu coração parar por um instante, para que este mistério eu possa explorar. Deve ser o vento e nada mais!”

Abri toda a janela. E então, com uma piscadela, lá entrou esvoaçante um nobre Corvo dos santos dias de tempos ancestrais. Não pediu nenhuma licença; por nenhum minuto parou ou ficou; mas com jeito de lorde ou dama, pousou sobre a porta do meu quarto. Sobre um busto de Palas empoleirou-se sobre a porta do meu quarto. Pousou, sentou, e nada mais.

Depois essa ave negra, seduzindo meu triste semblante, acabou por me fazer sorrir, pelo sério e severo decoro da expressão por ela mostrada. “Embora seja raspada e aparada a tua crista,” disse eu, “tu, covarde não és nada. Ó velho e macabro Corvo vagando pela orla das trevas! Dize-me qual é teu nobre nome na orla das trevas infernais!”.

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

Muito eu admirei esta ave infausta por ouvir um discurso tão atenta, apesar de sua resposta de pouco sentido, que pouca relevância sustenta. Pois não podemos deixar de concordar, que ser humano algum vivente, fora alguma vez abençoado com a vista de uma ave sobre a porta do seu quarto; ave ou besta sobre um busto esculpido, sobre a porta do seu quarto, tendo um nome como “Nunca mais.”

Mas o corvo, sentado sozinho no busto plácido, disse apenas aquela única palavra, como se naquela única palavra sua alma se derramasse. Depois, ele nada mais falou, nem uma pena ele moveu, até que eu pouco mais que murmurei: “Outros amigos têm me deixado. Amanhã ele irá me deixar, como minhas esperanças têm me deixado.”

Então a ave disse “Nunca mais.”

Impressionado pelo silêncio quebrado por resposta tão precisa, “Sem dúvida,” disse eu, “o que ele diz são só palavras que guardou; que aprendeu de algum dono infeliz perseguido pela Desgraça sem perdão. Ela o seguiu com pressa e com tanta pressa até que sua canção ganhou um refrão; até ecoar os lamentos da sua Esperança que tinha como refrão a frase melancólica ‘Nunca – nunca mais.’ “

Mas o Corvo ainda seduzia minha alma triste e me fazia sorrir. Logo uma cadeira acolchoada empurrei diante de ave, busto e porta. Depois, deitado sobre o veludo que afundava, eu me entreguei a interligar fantasia a fantasia, pensando no que esta agourenta ave de outrora, no que esta hostil, infausta, horrenda, sinistra e agourenta ave de outrora quis dizer, ao gritar, “Nunca mais.”

Concentrado me sentei para isto adivinhar, mas sem uma sílaba expressar à ave cujos olhos ígneos no centro do meu peito estavam a queimar. Isto e mais eu sentei a especular, com minha cabeça descansada a reclinar, no roxo forro de veludo da cadeira que a luz da lâmpada contemplava, mas cujo roxo forro de veludo que a lâmpada estava a contemplar ela não iria mais apertar, ah, nunca mais!

Então, me pareceu o ar ficar mais denso, perfumado por invisível incensário, agitado por Serafim cujas pegadas ressoavam no chão macio. “Maldito,” eu gritei, “teu Deus te guiou e por estes anjos te enviou. Descansa! Descansa e apaga o pesar de tuas memórias de Leonor. Bebe, oh bebe este bom nepenthes e esquece a minha perdida Leonor!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta!” disse eu, “coisa do mal! – profeta ainda, se ave ou diabo! – Tenhas sido enviado pelo Tentador, tenhas vindo com a tempestade; desolado porém indomável, nesta terra deserta encantado, neste lar pelo Horror assombrado, dize-me sincero, eu imploro. Há ou não – há ou não bálsamo em Gileade? – dize-me – dize-me, eu imploro!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta!” disse eu, “coisa do mal! – profeta ainda, se ave ou diabo! Pelo Céu que sobre nós se inclina, pelo Deus que ambos adoramos, dize a esta alma de mágoa carregada que, antes do distante Éden, ela abraçará aquela santa donzela que os anjos chamam de Leonor; que abraçará aquela rara e radiante donzela que os anjos chamam Leonor.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga!” eu gritei, levantando – “Volta para a tua tempestade e para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma aqui falou! Deixa minha solidão inteira! – sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu coração, e tira tua sombra da minha porta!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Nunca mais”

E o Corvo, sem sequer se bulir, se senta imóvel, se senta ainda, sobre o pálido busto de Palas que há sobre a porta do meu quarto. E seus olhos têm toda a dor dos olhos de um demônio que sonha; e a luz da lâmpada que o ilumina, projeta a sua sombra sobre o chão. E minh’alma, daquela sombra que jaz a flutuar no chão, levantar-se-á – nunca mais!

 

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Tradução: Elder da Rocha

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dez
15

Pink Floyd – The final cut

Pink Floyd – The final cut

Ano de lançamento: 1983

Originalmente idealizado para ser a trilha sonora do filme “The Wall”, com o subtítulo de “A requiem for the post war dream” (uma elegia para o sonho do pós-guerra), evoluiu para se tornar mais um álbum conceitual contra a guerra.

Contra-capa

O álbum é divido em duas histórias separadas que se intercalam. Uma parece ser a visão de Waters sobre os problemas do mundo atual (na época em que foi gravado), como por exemplo  a Guerra das Malvinas, além de críticas a Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Menahem Begin, entre outros. Waters expõe também a sua visão do mundo e termina o álbum com um holocausto nuclear que teme poder vir a acontecer.

Há também uma pequena história sobre a paranóia de um veterano da II Guerra Mundial presumivelmente por ter se envolvido no bombardeamento a Dresden. Vale lembrar que o pai de Waters foi morto na II guerra e sua inconformidade com essa questão se reflete nas músicas que compôs também neste álbum.

Roger Waters

Foram feitos vídeos clips de quatro canções do álbum, incluindo Not Now John, a mais veiculada pelas rádios na época em que saiu.

Com certeza um dos discos mais controversos do Floyd. Todas as letras e canções são da autoria de Roger Waters, num período em que sua relação com os outros membros já se parecia desgastada. Na contracapa do disco se lê: “Uma obra de Roger Waters, executado por Pink Floyd”. Nesse disco Richard Wright foi substituído por Andy Bown. Michael Kamen, além de ajudar nos pianos,  fez os arranjos e a regência das partes orquestradas. O saxofonista Raphael Ravenscroft (que já gravou com Marvin Gaye, Alvin Lee, Robert Plant, ABBA, Mike Oldfield e Phil Collins) fez esplendida participação em 2 músicas.

Vídeos clips

The final cut recebeu críticas que falavam do “egocentrismo” de Waters, e que seriam “restos” de composições do álbum anterior “The wall”, mas para muitos fãs é considerado um dos melhores trabalhos, com excelentes músicas  como The post war dreams e the final cut que invocam o lado agressivo e ao mesmo tempo suave e requintado da música de Waters. Há muito sentimento em forma de poesia e música. Os solos de guitarras de Gilmour são emocionantes como sempre. A produção do álbum como um todo é impecável.

Comecei a ouvir o The final cut quando foi lançado, e quanto mais ouço, mais gosto.

Clip “The final cut”: http://www.youtube.com/watch?v=JEocb9emp_c

Meu encontro com o mestre em 2013

Encontro com Roger 2013

Clip “The post war dreams”: http://www.youtube.com/watch?v=_g9ysArxCdk

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Minha coleção "final cut"

Minha coleção “final cut”

dez
14

O glorioso acidente

O glorioso acidente

Autor: Clemente Nóbrega

Ano de lançamento: 1998

Prefácio do autor:
“Escrevi este livro para oferecer uma alternativa. Acho lamentável que pessoas curiosas e interrogadoras tenham uma oferta explosiva de esoterismos, misticismos, espiritualismos e outros “ismos”, e que não haja ninguém que lhes diga: “Ei, você quer entender? Tente a ciência”. É essa a sugestão que quero lhe fazer. Tente a ciência.”

O livro fala sobre a grande estrela da ciência neste final de século: a mente humana. Mente que é o resultado daquilo que o cérebro faz.

As novidades que têm sido descobertas sobre a mente lançam uma luz nova sobre várias e antigas questões. Todas tendo a ver com a natureza humana, e o cérebro, que é resultado do trabalho da seleção natural operando durante um período extremamente grande de tempo.

O livro procura assegurar que o entendimento que a ciência traz pode ser nossa grande fonte de realização pessoal. Será a mente capaz de entender a própria mente? Este livro mostra que sim.

clemente_Nóbrega

Einstein e Frankenstein simbolizam nesta obra nossas procuras mais íntimas, dois lados de uma mesma moeda. Razão e instinto, ciência e acaso – dia a dia nos encontramos diante do embate destas forças poderosas. Entendendo alguns processos de nossa vida diária poderemos viver melhor.

A mente humana e os jogos que ela joga diante do desafio de descobrir ordem no caos que nos rodeia – com base científica, é o que este livro tem a oferecer.

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dez
09

Billie Holiday

Billie Holiday – Uma diva especial do Jazz

Considerada por muitos a maior cantora de jazz de todos os tempos, Billie Holiday  (1915 – 1959), encantou o mundo com canções que retratavam grandes sentimentos.

Americana negra e pobre, teve um pai que abandonou a família quando ela era ainda um bebê, e sua mãe também freqüentemente se ausentava, deixando-a com familiares. Billie passou por todos os sofrimentos possíveis, aos dez anos foi violentada sexualmente por um vizinho, e internada numa casa de correção para meninas vítimas de abuso. Aos doze, trabalhava lavando o chão de prostíbulos, aos quatorze caiu na prostituição, aos 15 estando mãe e filha ameaçadas de despejo, teve que sair a rua em desespero, na busca de algum dinheiro.Assim, Billie conseguiu uma vaga como cantora em um bar no Harlem, em uma época de segregação racial (anos 30).

Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado autodidata se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.

Cantando em diversas casas, conseguiu atrair atenção e gravou seu primeiro disco com a big band de Benny Goodman. Era o início de sua carreira. Depois cantou com as big bands de Artie Shaw,  Duke Ellington, Louis Armstrong.e Count Basie.

A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, que se refletia em sua voz. Sua morte prematura (com 44 anos) foi devido a overdose de drogas.

Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz, com uma voz suave, etérea, flexível, levemente rouca, expressando incrível profundidade de emoção, tendo a ver com o estilo do saxofonista Lester Young, com quem em quatro anos, gravou cerca de cinqüenta canções, repletas de swing e cumplicidade.

Sweet lady

Algumas de suas mais lindas canções, pra mim são: Glummy sunday (regravada por diversas artistas populares e de jazz), You let me down, One never knows, On a sentimental side, My man, Tell me more, Georgia on my mind, e a maravilhosa God bless the child.

Não há anda como numa tarde de domingo, ler um bom livro ao som de Billie, aos sopros de um bom e velho charuto baiano ou cubano!

“God bless the child”:  http://www.youtube.com/watch?v=Z_1LfT1MvzI

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dez
03

O bebê de Rosemary

O Bebê de Rosemary

Anode lançamento: 1968

Direção: Roman Polanski

Principais atores: Mia Farrow, John Cassavetes e Ruth Gordon

O filme tem direção e roteiro do renomado mestre Roman Polanski, e é baseado no romance homônimo de Ira Levin, publicado em 1967.

Capa do livro

Considerado um clássico dos filmes de terror psicológico, foi filmado no imponente edifício Dakota, localizado em frente ao Central Park, mesmo prédio onde John Lennon morou.

Os recém casados Rosemary e Guy se mudam para um prédio habitado por pessoas estranhas, depois que ela engravida, começa a perceber que alguma coisa está errada. O filme vai ganhando cada vez mais o ritmo de tensão pela protagonista em busca de ajuda. A cada momento Rosemary se vê cada vez mais desamparada e o desespero vai tomando conta de tudo.

Mestre Polanski

Um filme com muito suspense, tensão e atuação brilhantíssima por parte de todos os atores, sem exceção. Roteiro e direção muito bem elaborados, com estilo “Hitchcockiano”, (no qual Polansky tem influências). As locações, os enquadramentos, a música, os detalhes, a sutileza, foi tudo muito bem planejado e executado minunciosamente para proporcionar o clima sombrio e desesperador que a história exige. Assim como em “Psicose”, ou “A bruxa de Blair”, é o tipo de filme em que sem derramamento de sangue exerce um poder provocando terror, um terror psicológico.

Mia Farrow

O filme recebeu 3 grandes prêmios e diversas indicações.

Sensacional, imperdível e atemporal.

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